4 dicas para saber se o azeite de oliva é verdadeiro

04 de Jan de 2021

Selecionamos 4 dicas para você saber se um azeite de oliva é verdadeiro. São características fundamentais para definir a qualidade de um azeite de oliva e que são possíveis de serem reconhecidas por leigos e consumidores em geral, sem mistério.

Veja abaixo.

 

1 – Sinta o aroma.

Mesmo que você não seja um degustador/sommelier treinado, certamente consegue analisar um produto usando seus sentidos.

Coloque em um copo ou colher cerca de 10 a 15ml de azeite. Tente aquecê-lo levemente entre suas mãos (ideal atingir temperatura de 28 graus para liberar seus aromas). Aproxime o recipiente do nariz e sinta o aroma. Você deve sentir sensações naturais de um fruto fresco, obtendo notas como de grama, maçã, alcachofra, amêndoa e tomate. Não importa que você não consiga identificar os aromas, mas esta sensação deve transportá-lo para a natureza, para o campo, ou para debaixo de uma oliveira. Se, ao contrário disso, você sentir odores artificiais ou processados (tinta, acetona, cera, lápis de cor, salame, queijo, vinagre, vinho, fungos – temos um problema sério.

2 – Prove o azeite.

Azeite de oliva extra virgem deve ter sensações de amargor e picância na boca. Essas sensações são o que confirmam a presença de fenóis, os poderosos antioxidantes que dão vida a esse ouro líquido da natureza.

Coloque o equivalente a uma colher de sopa de azeite na boca. Tente espalhá-lo por toda a cavidade bucal e, concentre-se nas sensações que surgem. O amargor é especialmente sentido no final da língua, enquanto a picância aparecerá quando você engolir, pois, é uma sensação tátil que é percebida principalmente na garganta e pode até fazer você tossir.

Azeites de boa qualidade têm essas duas sensações muito claras. Se você só sente sabor a óleo refinado, como se tivesse engolido óleo velho, algo rançoso, pegajoso, provavelmente este produto está misturado ou já perdeu suas propriedades.

3 – Revise a data de envase.

Uma condição indispensável de um bom azeite é o frescor. É por isso que sempre insistimos na data de envase para que você leve pra casa o mais fresco azeite da safra disponível. E, o consumo deve ocorrer no mesmo ano do envase.

O azeite é um produto muito sensível à oxidação, por isso, as condições com as quais ele foi armazenado, desde a sua extração, são essenciais para manter a sua qualidade.

Estudos indicam que uma vez na gôndola do supermercado, o azeite leva 60 dias para perder sua condição de ‘extra virgem’, pois a oxidação aumenta com a luz e temperatura, a ponto de gerar sensações de rancidez. O mesmo ocorrerá na sua casa. Se você não guarda bem o produto (na embalagem original e no escuro) certamente este azeite, aberto há mais de um mês, já deve ter perdido suas propriedades.

4 – Busque a origem.

Busque a origem do azeite. Quando nos orgulhamos da nossa produção, a gente faz questão de propagar as informações sobre nossos rótulos. O controle rigoroso do tempo entre a extração até o consumo é possível nas fazendas locais e nacionais do Brasil, em que azeites chegam frescos às mãos dos consumidores. Quanto menor este tempo, melhor é o azeite.

Falar da origem, portanto, diz muito sobre um azeite.

 

 

Fonte: Carola Dümmer – jornalista e autora do blog Oliva Lovers.

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