Conheça mais sobre as variações de azeite

05 de Mai de 2022

O azeite é o puro suco da azeitona e a base de sua boa qualidade é que a fruta, no caso a azeitona, tenha qualidade. Com isso, algumas questões podem influenciar nas características do azeite, como o clima e solo, a maturação e a extração. Clique aqui e entenda o processo de extração do azeite Costa Doce. Após este processo, vem a classificação do azeite, tanto tecnicamente quanto do que se avalia na hora da compra.

Para começar, os azeites produzidos com azeitonas não sofrem o tratamento dos feitos com soja e milho. Estes passam por um processo químico com solventes para serem purificados e desodorizados. Portanto, já chegam em um resultado final diferente.

Do ponto de vista técnico, o azeite é classificado como extravirgem, virgem e lampante.

Extravirgem é quanto possui acidez inferior a 0,8%, ausência de defeitos em aroma e sabor e frutado presente. Ele proporciona mais benefícios à saúde e possui maior teor de biofenóis. Virgem é quando tem acidez entre 0,8%e 2, baixo graus defeitos no aroma e sabor e ausência de frutado, assim possui uma menor quantidade de biofenóis, mas sua qualidade ainda é superior à de outros óleos produzidos de sementes. Já o lampante é quando a acidez é acima de 2%, com o alto grau de defeitos e que precisa ser refinado quimicamente para ser consumido.

Na hora da compra é possível avaliar o azeite pelo seu aroma, que deve ser fresco e não com cheiro forte de azeitona fermentada. Quando mais recente o azeite tiver sido produzido, melhor estará para consumo.

Outro ponto importante sobre os azeites é o armazenamento correto. Ele é fotossensível e a luz acelera as reações de oxidação, fazendo com que envelheça mais rápido. Por isso, garrafas escuras são mais indicadas e sempre devem permanecer bem tampadas, em local fresco, longe de fonte de calor e protegidos da luz.

 

Fonte: Livro Extra Fresco - O Guia de Azeites do Brasil, de Sandro Marques.

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